Pular para o conteúdo principal

Deseja comprar um seguro? Compare aqui as opções!

Notícias

Voo para os EUA agora exige declaração sobre 21 dias fora do Congo

Desde 4 de novembro, quem embarca para os EUA assina a declaração do CDC sobre o Congo. Quem precisa, como funciona e o que acontece sem ela.

avatar do redator
Real Seguro Viagem 04 de nov. de 2026
Voo para os EUA agora exige declaração sobre 21 dias fora do Congo

Quem tem passagem para os Estados Unidos nas próximas semanas vai encontrar uma etapa nova no check-in. Desde 1h59 de 4 de novembro, no horário de Brasília, todo passageiro de voo internacional que pousa nos EUA precisa assinar uma declaração de que não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores.

A exigência vem do CDC, a agência de saúde pública do governo americano, e faz parte da reação contra o surto de ebola no Congo, hoje o segundo maior já registrado. Vale para brasileiros, para quem só faz conexão em solo americano e até para cidadãos dos EUA.

Para a maioria das pessoas que vão viajar para os Estados Unidos, a novidade se resume a uma assinatura a mais. Já quem passou pelo Congo fica com o embarque bloqueado por pelo menos três semanas.

__CAIXA_TEXTO(A declaração do CDC é obrigatória em todo voo internacional que pousa nos Estados Unidos, inclusive em conexões, desde 1h59 de 4 de novembro pelo horário de Brasília. O passageiro confirma que não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores, e a companhia aérea recolhe a assinatura antes do embarque. Quem não assina não embarca. A regra vale até 18 de dezembro de 2026, salvo mudança anunciada antes disso.)__

O que a declaração do CDC pede de quem embarca

A declaração do CDC é um texto curto em que o passageiro confirma uma única informação. A pessoa afirma, por escrito ou em formato digital, que não pisou na República Democrática do Congo durante as três semanas que antecedem o voo para os Estados Unidos.

O prazo não foi escolhido por acaso: segundo o CDC, 21 dias é o período máximo de incubação do ebola, o intervalo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas.

A primeira versão da ordem saiu em 22 de outubro, e uma emenda assinada no dia 28 deixou claro que tripulantes também assinam. A regra começou a valer para voos que decolam do exterior a partir das 23h59 de 3 de novembro, pelo horário da Costa Leste americana.

O documento não pede exame, vacina nem atestado médico, e a companhia aérea só confere se ele está completo e assinado antes de liberar a entrada no avião.

Por enquanto, a medida tem prazo para acabar. O texto assinado prevê que ela fica em vigor até 18 de dezembro de 2026, a menos que o CDC decida revogar ou alterar a regra antes disso.

Uma eventual prorrogação depende dos números do surto. Quantidade de casos, avanço geográfico, transmissão comunitária e capacidade de contenção nos países afetados entram nessa conta, segundo a própria ordem.

Mentir na declaração tem consequência séria. A lei federal americana sobre declarações falsas prevê multa e prisão, e o Departamento de Justiça pode processar quem assinar uma informação falsa de propósito.

Brasileiros, conexões e tripulantes: quem precisa assinar

A regra não olha passaporte nem cidade de partida. Vale para qualquer pessoa a bordo de uma aeronave que sai do exterior e pousa nos Estados Unidos, o que inclui brasileiros, turistas de outras nacionalidades, cidadãos americanos e portadores de green card.

Conexão também conta. Um brasileiro que voa de São Paulo para o Canadá com escala em Nova York, por exemplo, assina a declaração mesmo que nem saia do avião durante a parada.

Só fica de fora o voo que apenas cruza o espaço aéreo americano, sem pousar em nenhum aeroporto do país.

Tripulantes em serviço entram na exigência, inclusive os que viajam como passageiros para assumir outro voo. Aviação comercial, jatos particulares e aviões de carga seguem a mesma regra.

Os territórios americanos têm um tratamento curioso. Um voo de Porto Rico para a Flórida não precisa da declaração, porque o CDC não considera o território como exterior, mas um voo do Brasil para Porto Rico entra na exigência.

Fronteiras terrestres e portos também ficaram fora da exigência, que só existe para viagens de avião, um ponto criticado pelas próprias companhias aéreas.

No caso de crianças e adolescentes, a assinatura pode ficar com um adulto. Pai, mãe, responsável legal ou outro adulto do grupo pode preencher por quem tem menos de 18 anos, e um único representante pode declarar pela família toda, desde que exista um registro para cada passageiro.

__TABELA(Situação|Precisa assinar?; Brasileiro em voo direto para os EUA|Sim; Conexão nos EUA com destino final em outro país|Sim, mesmo sem sair do avião; Voo que só cruza o espaço aéreo americano|Não; Criança ou adolescente|Sim, e um adulto do grupo pode assinar por ela; Tripulante em serviço|Sim; Viagem por terra ou navio|Não)__

Como a companhia aérea vai pedir a assinatura

Ninguém precisa imprimir formulário em casa. A lei americana deixa a coleta da declaração do CDC por conta da empresa aérea, que oferece, recolhe e guarda o documento em nome do governo dos EUA.

Cada companhia escolhe o formato que vai usar. Pode ser uma caixa de confirmação no check-in online, uma assinatura digital ou um papel entregue no balcão ou no portão de embarque.

Existe até a opção verbal. O agente mostra o texto da declaração, pergunta se a pessoa esteve no Congo nas últimas três semanas e registra a resposta no sistema.

Quem quiser conhecer o texto antes da viagem encontra o modelo oficial da declaração em PDF no site do CDC. A agência publicou versões em inglês e espanhol e anunciou uma em francês, sem menção a uma versão em português.

As companhias podem traduzir o documento para outros idiomas, mas respondem pela precisão da tradução. Por isso, vale perguntar à sua empresa aérea como a coleta vai funcionar no seu voo.

O registro fica guardado pela companhia por pelo menos 42 dias, à disposição do governo americano. O passageiro não precisa manter cópia, embora possa tirar uma foto para o próprio controle.

Sem a declaração, não há embarque.

O Departamento de Transporte dos EUA já avisou que não vai punir companhias que negarem lugar a quem não apresentar a declaração.

As empresas também correm risco se falharem. A ordem prevê multa de até US$ 200 mil para organizações, e um avião sem a confirmação de todas as assinaturas pode ficar impedido de desembarcar passageiros.

Essa pressa gerou reclamação do setor aéreo. A IATA, associação que reúne mais de 370 companhias, afirmou que não é razoável exigir mudanças de processo em menos de duas semanas, segundo cartas obtidas pela agência Reuters.

A Airlines for America, que representa empresas como United, American e Delta, foi pelo mesmo caminho. O grupo lembrou que, em 2025, cerca de 130 milhões de passageiros aéreos passaram pela imigração americana, e menos de 25 mil tinham alguma ligação com o Congo.

Na fila do aeroporto, a mudança pode deixar o check-in um pouco mais demorado enquanto as empresas ajustam os sistemas. Sair de casa com mais folga ajuda, e quem quer entender como as apólices tratam esses contratempos encontra os detalhes no guia de seguro viagem para atraso, cancelamento e perda de voo.

Esteve no Congo? O embarque para os EUA só sai no 22º dia

Para o CDC, estar no Congo significa qualquer presença física no país nas últimas três semanas. Vale entrada por terra, por mar ou de avião, a trabalho ou a passeio, e até uma escala rápida num aeroporto congolês, mesmo sem sair da aeronave.

A contagem usa dias corridos e começa do zero. O dia em que a pessoa deixa o país é o dia 0, o primeiro dia inteiro fora dele é o dia 1, e a liberação para viajar para os Estados Unidos só vem a partir do dia 22.

Na ponta do lápis, quem saiu do Congo em 10 de novembro só pode embarcar para os EUA a partir de 2 de dezembro.

O nome do país confunde bastante gente. A declaração trata da República Democrática do Congo, cuja capital é Kinshasa, e não da vizinha República do Congo, que tem Brazzaville como capital.

As exceções são raras. O CDC só libera transportes médicos autorizados pelo governo americano e casos avaliados um a um por razões humanitárias ou outros motivos considerados importantes pelo governo, que podem vir com monitoramento e quarentena depois da chegada.

Existe ainda uma restrição criada logo no início da crise do ebola no Congo, e ela continua valendo. Desde maio, estrangeiros que passaram pelo Congo, por Uganda ou pelo Sudão do Sul nas três semanas anteriores estão impedidos de entrar nos EUA.

Essa proibição já foi renovada cinco vezes, a última delas em 11 de outubro, com validade de 30 dias. A declaração se soma a ela, sem substituir nenhuma regra anterior, como o próprio texto do CDC deixa claro.

Como está o surto de ebola no Congo

O surto foi declarado em 15 de maio de 2026, na província de Ituri, no leste do país. Dois dias depois, a Organização Mundial da Saúde classificou a situação como emergência de saúde pública de importância internacional.

O vírus por trás desta onda é o Bundibugyo, uma forma rara de ebola identificada pela primeira vez em Uganda, em 2007. Segundo o CDC, ainda não existem vacinas amplamente aprovadas nem antivirais específicos contra ele, e o tratamento se baseia em suporte clínico.

Os números colocam o ebola no Congo entre os piores episódios da doença. Pelo painel do CDC, com dados até 1º de novembro, já são 10.563 casos confirmados e 5.130 mortes, quase todos na República Democrática do Congo.

É o segundo maior surto de ebola da história, atrás apenas da epidemia da África Ocidental entre 2013 e 2016. Oito províncias congolesas já registraram casos, e Ituri segue como o centro da transmissão.

A doença também atravessou fronteiras. Em outubro, Quênia e Nigéria confirmaram casos ligados a esse surto, e a página da OMS sobre o ebola na República Democrática do Congo reúne os boletins e as avaliações de risco mais recentes.

A transmissão acontece pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas, ou com materiais contaminados. Durante a incubação, quem está infectado não transmite a doença, o que só passa a acontecer com o início dos sintomas.

Até agora, nenhum caso ligado a este surto foi confirmado nos Estados Unidos, e o próprio CDC classifica como baixo o risco para a população americana e para os viajantes.

Quando a ordem foi assinada, em 28 de outubro, o alerta máximo de viagem do CDC valia para as províncias de Ituri e Kivu do Norte, com recomendação de evitar qualquer deslocamento. Haut-Uélé e Tshopo estavam no nível 3, que pede para reconsiderar viagens não essenciais, e o restante do país e Uganda apareciam no nível 2.

O que muda para quem vai viajar para os Estados Unidos

Na hora de viajar para os Estados Unidos sem ter passado pelo Congo, o único passo extra fica no check-in. O roteiro, a imigração e o horário do voo seguem iguais.

A atenção maior fica com quem combina África e Estados Unidos na mesma viagem. Uma escala em Kinshasa dentro do prazo de 21 dias já basta para travar o embarque, então o calendário precisa ser conferido antes da compra das passagens.

Os documentos de sempre continuam valendo. O brasileiro segue precisando de passaporte válido e do visto para os Estados Unidos, e a declaração não substitui nenhum deles.

Outra dúvida comum envolve o seguro. O seguro viagem não é exigido para entrar nos EUA e também não substitui a declaração do CDC, que é um documento sanitário à parte.

Onde ele faz diferença é no custo de um imprevisto médico. Os Estados Unidos estão entre os países com atendimento de saúde mais caro do mundo, e uma internação sem cobertura pode consumir o orçamento da viagem inteira.

Se o medo é perder a viagem por causa de uma mudança de regra, a apólice merece uma leitura com calma. A cobertura de cancelamento de viagem funciona para uma lista fechada de motivos, e um embarque negado por exigência sanitária só entra se a situação estiver descrita nas condições gerais.

Viagem para os EUA mais protegida com a Real

Regra nova no aeroporto não muda o desafio de sempre de viajar para os Estados Unidos: qualquer atendimento médico por lá sai caro para quem está sem proteção. Ter um bom seguro é o que permite resolver um imprevisto sem desmontar todo o planejamento.

A Real Seguro Viagem nasceu como a primeira comparadora de seguro viagem do Brasil. No comparador, os planos de várias seguradoras aparecem lado a lado, com preço e coberturas visíveis antes da compra.

Para os EUA, o ponto de atenção é o limite de despesas médicas e hospitalares, a cobertura principal de qualquer apólice. Quanto mais alto esse valor, maior a margem para lidar com consultas, exames e internações por lá.

Também dá para escolher pelo perfil de quem viaja, com planos pensados para gestantes, pessoas mais velhas, famílias com crianças e quem vai praticar esportes durante a viagem.

Todo o processo acontece online e leva poucos minutos. O pagamento aceita Pix, cartão ou boleto, e a apólice chega por e-mail com os telefones da central de atendimento 24 horas em português.

__SUGESTOES(united-states)__

O nosso guia de seguro viagem para os Estados Unidos explica cada cobertura com mais detalhe. Se a viagem já tem data marcada, a cotação abaixo mostra as opções disponíveis para o seu roteiro.

__CALLTOACTION(COTAR)__

Comentários

Esta publicação ainda não tem comentários
Como adquirir o seguro viagem?Qual a diferença entre seguro saúde e seugro viagem?

Comparar meu Seguro Viagem!

Compare agora o seguro viagem que deseja com as melhores seguradoras do mercado!